MEI é gratuito? O que se paga de verdade
Abrir, alterar e encerrar não custam nada no portal oficial. O que existe é uma guia mensal — e uma indústria de cobranças que aparece para convencer você do contrário.

Abrir o MEI é gratuito. Alterar os dados é gratuito. Dar baixa é gratuito. Tudo isso é feito no portal do governo, direto, sem intermediário e sem taxa.
O que realmente se paga
- O DAS mensal, entre R$ 82 e R$ 87 conforme a atividade, que reajusta quando o salário mínimo muda. Dentro dele estão a sua contribuição ao INSS e o ICMS ou o ISS.
- Taxas do seu município, se a sua cidade cobrar alvará ou inscrição municipal. Varia de lugar para lugar, e várias cidades isentam o MEI.
- Nada mais é obrigatório. Contador, sistema de emissão, associação: tudo opcional.
O DAS é a sua contribuição previdenciária. Não é uma taxa administrativa: é o que mantém a sua cobertura do INSS de pé.
Então de onde vêm essas cobranças?
De três lugares. De empresas que oferecem serviço de verdade e cobram por ele, o que é legítimo desde que você saiba que está contratando. De associações e sindicatos, cuja filiação é voluntária. E de golpistas, que mandam boleto com cara de oficial na esperança de que alguém pague no automático.
Os boletos falsos costumam ter três marcas: valor baixo, para não chamar atenção; prazo curto, para você não conferir; e uma linha miúda dizendo que o pagamento é facultativo, que é justamente o que protege quem enviou.
Como conferir em trinta segundos
- Endereço do site: se não termina em gov.br, não é o portal oficial.
- O DAS verdadeiro você mesma emite no portal, quantas vezes quiser, de graça.
- Nenhum órgão do governo cobra por WhatsApp, por ligação ou por boleto enviado pelo correio.
Recebeu um boleto que você não pediu? Não pague. Guarde e confira no portal oficial. Cobrança legítima não depende de urgência.